sábado, 2 de fevereiro de 2013

romance

ola pessoal,
tudo bem?
eu cá vou andando, porque estou a recuperar da morte do meu pai!
 
mas deixemos de coisas tristes, tenho uma prenda especial para vocês, espero que gostem!
demorou bastante tempo a escrevê-lo, mas agora que terminei que compartilhar com vocês!


 
 
 
 
 
 
 
 
Uma Segunda Chance
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O romance que eu vou contar-vos vai desenrolar-se nos finais do século XIX e inícios do século XX.

Este romance irá desenrolar-se na cidade de Paris, numa época um pouco menos conturbada.

Onde as pessoas já tinham mais de direito e liberdade de expressão principalmente as mulheres, em quase todos os aspetos.

Belém de São Francisco, Brasil.

Sol Boyer, irmã de André Boyer tinha ido passar 2 meses a Belém de São Francisco a pedido do irmão para ver se ela de esquecia do namorado que se chama Pierre, mas ficou mais do que estava previsto.

É lá que ela conhece Sara e o seu filho Fred, torna-se amiga deles e decide ajudá-los a irem para Paris.

-Sara tenho boas notícias para ti. – diz Sol com ar de felicidade.

-Diz lá, não me deixes em pulgas! – pede Sara.

-Lembraste de eu te ter dito que te ia ajudar a ir embora? – pergunta Sol, relembrando-se do que tinha dito.

-Sim, mas afinal o que é que conseguiste? – pergunta Sara curiosa.

-Eu consegui, melhor dizendo o meu irmão conseguiu tratar de tudo para irmos para Paris! Não achas maravilhoso? – diz Sol cheia de alegria.

-Se é maravilhoso?! É simplesmente fantástico! Já não me lembrava da última vez que tinha recebido uma boa notícia! – diz Sara abraçando amiga de felicidade.

-Eh mãe, eu não sou uma boa notícia para ti? – perguntar Fred com ar de ciúmes.

-Ó meu tontinho claro que o facto de saber que estava grávida de ti e o teu nascimento foram as melhores notícias que recebi, mas sabes filho uma notícia destas é sempre maravilhosa. É sinal de que vamos ter paz! – explica Sara o motivo da sua alegria.

-Pensei que não! – diz Fred em num suspiro de alívio.

-Isso nunca irá acontecer. – diz Sara num tom acariciador.

-Como é que o teu irmão conseguiu?! – pergunta Sara um pouco surpreendida com a rapidez.

-Não te preocupes que ele não fez nada de ilegal. – responde Sol sossegando a amiga.

-Ainda bem! – diz Sara no tom de alívio.

-Então Sol quando é que vamos? – pergunta Sara.

-No telegrama que o meu irmão me mandou, ele diz que só precisamos de comprar os bilhetes e ir, ah, já me esquecia podemos ir quando quiseres. – informa Sol.

-Como esta é a última semana de aulas do Fred, pretendo partir na sexta. Mas primeiro tenho de anular a matrícula dele e apresentar a minha demissão na universidade. – informa da sua decisão.

-Então Sara se não te importares eu compro os bilhetes que dizes? – pergunta Sol à amiga do que acha da ideia.

-Por mim tudo bem. – responde Sara afirmativamente.

-Então eu passo aqui na quarta para acertarmos os últimos pormenores. – diz Sol ao Sol ao sair.

Era quarta-feira, tal como havia combinado Sol passa em casa da amiga e nessa mesma noite acertam os pormenores finais.

Chega o dia em que Sara e filho vão para Paris. Estava tudo pronto e mãe e filho estavam ansiosos.

Sara, Sol e Fred estava no porto da cidade:

-Não vejo a hora de ir embora desta cidade! – diz Sara, com ansiedade a denotar-se na voz.

-Tem calma que dentro de minutos estaremos no navio! – diz Sol, tentando reconfortar amiga.

De repente ouve-se chamar pelos passageiros com destino a Paris.

A viagem demorou cerca de 3 meses e correu sem precedentes.

Paris, França

Numa bela manhã de Outono em que o sol brilhava, mas não com tanta intensidade como no Verão, era um iluminar fraquejado pelo frio que se fazia sentir.

O tempo deva sinais de que estava arrefecer!

As folhas eram arrancadas pelo vento numa dança suave e pouco fria.

Nessa mesma chegava a um dos portos da cidade um navio vindo do Brasil, mais precisamente Penacovo, Belém de São Francisco, Noroeste do Brasil.

No navio vinham Maria da Solidade Boyer (irmã do professor Boyer) e a sua amiga Sara, e o seu filho Frederico Ávila Albuquerque a arranjar uma escola para ele estudar.

Quando chegaram aportaram em Paris e ao pé de André, que já os esperava, Sol apresentou-o aos amigos e foi de imediato que Sara e André se apaixonaram de imediato, como se fosse algo que estava predestinado.

Mas o que os irmãos Boyer não sabem é que Sara é filha de Carlos Alberto Ávila Dinis, ou seja, o homem que arruinou a sua família nem mesmo a própria Sara.

Foram para casa dos irmãos Boyer onde mãe e filho iam ficar hospedados.

Quando chegaram à mansão Boyer, onde mãe e ficam espantados com tamanho da casa.

A entrada era grande.

Ia-se sempre em frente e no lado esquerdo por de trás de duas portas grandes estava a sala de estar. Depois sim é que era a sala de estar.

Do lado esquerdo da sala de estar era a cozinha.

O quarto onde Sara ia ficar era todo em madeira à exceção das paredes. Tinha uma varanda. Está voltado para o jardim.

O quarto do Fred só os móveis é que são de madeira. Está igualmente voltado para o jardim.

O quarto do André fica ao fundo do corredor e está voltado para a entrada.

O quarto de Sol fica em frente ao de Sara, era igual ao da amiga, mas está voltado para o lado onde avistava o rio Sena.

A casa em si era toda arejada.

Já cá em baixo são apresentados ao mordomo.

Christopher pediu a duas empregadas que lavassem as malas dos hóspedes para os respectivos aposentos.

Depois de terem desfeito as malas e de terem tomado um bom banho, desceram e sentaram-se na sala de jantar a conversar.

-Então Sara veio do Brasil? Porquê? – pergunta o professor.

-Porque o meu pai descobriu que tinha ido para Belém de São Francisco e que tinha criado o meu filho. Quando ele descobriu eu fiquei apavorada. – responde a professora.

-Desculpe interrompê-la, mas posso saber como se chama o seu pai? – pergunta o professor.

-O meu pai chama-se Carlos Alberto Ávila Dinis. – responde a mãe de Fred.

Ao saber que Sara é filha do homem que destruiu os seus pais André fica abismado.

De repente, Sara apercebe-se de que o seu amado ficou branco, pergunta-lhe o que se passa:

-Não, não. Continue a contar. – responde o jovem.

-Tudo começou há dez anos atrás, depois da morte do meu marido, eu tinha descoberto que estava grávida, eu fiquei contente, mas ao mesmo tempo preocupada porque eu não sabia como é que o meu pai ia reagir. Quando o meu pai descobriu ficou furioso e queria que tira-se o bebé, mas eu não o fiz. Foi então que fugi para Belém de São Francisco, passados alguns meses tive o meu filho e vivi lá até ao dia em que o meu pai descobriu que eu tive o Fred e que o sustentei sozinha sem precisar da ajuda dele. – conta a professora.

-Mas porquê que diz que o seu pai não ia gostar de saber que ia ter um filho do seu marido? – interroga André.

-Porque o meu pai não queria que eu me casa-se com o António e eu suspeito que o meu pai seja o mandante da sua morte, porque segundo a policia diz que a carruagem tinha sido sabotada. No dia em que descobriu o que tinha feito veio à minha casa e ameaçou-me foi então que decidi aceitar a proposta da sua irmã. Quando eu conheci a Sol, acredite que foi a melhor coisa que me aconteceu, porque ela tem sido como uma irmã para mim. E foi assim que cheguei até aqui. relata Sara.

Pois sejam muito bem-vindos. – diz André

-André posso perguntar uma coisa? – interroga Sara, mas um pouco de receio.

-Claro que sim. – responde André fazendo com que Sara se sentisse à vontade.

-Há pouco quando disse quem era o meu pai, o André ficou branco como a cal. Eu gostava de saber o porquê dessa reacção? – pergunta Sara ainda um pouco receosa.

-Sara se não se importar prefiro falar no fim de jantar. – responde o professor de direito olhando para Fred.

-Está bem. – responde Sara percebendo o que André quis dizer.

Entretanto são chamados para jantarem.

Durante a refeição ainda conversam mais um pouco.

-Pretende ficar aqui para sempre? – pergunta André.

Sol fica chateada com a atitude do irmão, devido ao interrogatório.

-Pretendo ficar até ao fim dos meus dias com o meu filho! – reafirma a professora a sua vontade.

Depois de terminarem de jantar, André pergunta a Sara se pode acompanhá-lo até à biblioteca.

Sara diz ao filho para ir subindo e este obedece.

Na biblioteca:

-Pode sentar. Não quero que fique com receio de estar na minha casa. – convida André fazendo com que Sara se sinta à vontade.

Sara senta-se tal como André lhe havia pedido e pergunta-lhe o motivo pelo qual ficara naquele estado quando disse de quem era filha.

André senta-se ao seu lado e depois de respirar fundo, começou a contar como é que o pai da sua amada conseguiu destruir a nossa família e o porquê de ter ido parar à prisão.

Depois de ter terminado e já de pé em frente à janela, André ao ouvir um soluçar de choro, vira-se e vê a sua amada a chorar.

O advogado corre de imediato para junto da sua amada, agarra-lhe nas mãos e vira o rosto da sua amada na sua direcção, com lágrimas nos olhos por ver a sua amada assim e diz-lhe:

-Sara, eu quero que saiba que não tenho nada contra a sua família e amigos, o meu único inimigo é o seu pai. Por ele não merece que fique assim por causa dele. – diz André limpando-lhe as lágrimas.

-Eu sei, mas doí tanto. É como se estivesse a espetar mais uma facada no meu peito. – desabafa Sara como a mão junto ao coração.

Sara diz a André que vai para o seu quarto, e este diz que sim, acenando com a cabeça.

Em seguida, André dirige-se para a sala de jantar onde Sol havia permanecido.

-Então maninho, mesmo sabendo de quem ela é filha, contaste-lhe tudo, certo? – inquiriu Sol.

-Sim contei, mas digo-te já que não gostei de a ver triste, porque a amo e não quero que ela e nem o filho sofram mais. – desabafa André e declara o seu amor por Sara.

- Eu calculei pela forma como ela saiu da biblioteca. Não disseste o que sentes por ela? – refere Sol o estado da amiga e em relação aos sentimentos do irmão.

- Não disse que a amo, mas um dia vou dizer-lhe e não vou deixar que ninguém nos separar. – informa André.

-Mesmo que isso implique fazeres frente ao pai dela? – interroga Sol receosa.

-Sim, mesmo que tenha que fazer frente aquele desgraçado, nem que para isso o tenha que o entregar à polícia! – afirma o advogado das suas intenções.

-Tem cuidado meu irmão! – implora Sol, abraçando-o.

-Descansa maninha que vou fazer tudo como manda a lei. – tranquiliza o professor.

-Assim já fico mais descansada. – diz Sol, respirando de alívio.

-Vamos deitar-nos? – inquiriu Sol.

-Não, eu ainda vou ficar ainda mais um pouco. – diz André.

-Está bem, então eu vou-me deitar. – despede Sol dando um beijo ao irmão.

André ainda fica mais um pouco na sala de jantar, onde tinha decorrido a conversa que tivera com a irmã, a pensar o que havia de fazer agora, pois descobrira que a sua amada é filha do crápula que havia destruído a sua família.

Entretanto, no quarto, Sara chora desalmadamente por saber quem é o seu pai na verdade.

André que tinha ido beber um copo de leite, em seguida sobe as escadas e ao passar à porta do quarto a meio da noite, ouve o choro de Sara, decide bater à porta e esta diz que pode entrar.

André entra e senta-se na cama perto da sua amada e abraça-a.

De repente Fred, que tinha acordado com o choro da mãe, decide bater à porta do quarto dela e esta diz que pode entrar.

O menino entra e ao ver a mãe naquele estado, corre abraçando-a a soluçar.

Depois daquele momento, Fred pergunta à mãe o que se passou para a ter deixado assim e este responde que teve um pesadelo.

Apesar de não acreditar muito, o menino acredita na resposta da mãe.

Depois daquele momento, todos se vão deitar.

No dia seguinte, todos se levantaram bastante ansioso excepto Sara que teve uma noite horrível devido ao que descobriu.

De repente, alguém bata à porta e Sara diz que pode entrar.

Sol entra e pergunta se podem falar e Sara diz que sim.

-Sara, eu sei que o que descobriste não foi das melhores coisas, mas tens de reagir e eu quero que saibas todos os nossos amigos vamos ajudar-te a ultrapassar esta situação. – tenta Sol animar Sara.

-Tens razão e é por isso mesmo que vou começar neste preciso momento. – reage Sara às palavras da amiga.

-Posso fazer-te uma pergunta? – interroga Sara, enquanto descem as escadas, mas falam baixo.

-Claro que sim! – responde Sol

-Porquê que o teu irmão não aprova a tua relação com o Pierre? – interroga Sara.

-Porque ele acha que o Pierre não tem condições para me dar a vida a que eu estou habituada, mas eu não ligo ao luxo e nem aos bens materiais. – explica Sol.

-Mas isso não tem cabimento nenhum! – indigna-se Sara espantada com atitude do amado.

- Para ele tem e eu já tentei de tudo, mas não deu certo. – conta Sol o que já fez para que tudo desse certo.

-Não te preocupes que vou convencê-lo no dia do jantar. – auto se propõe Sara.

-Obrigada amiga! – agradece Sol esperançada.

Quando deram por elas, já se encontravam à porta da sala de jantar, onde André e Fred, que de imediato corre para os braços da mãe, já as esperavam.

Depois de tomarem o pequeno-almoço, forma levar Fred à nova escola, onde fora de imediato bem recebido.

Em seguida, André e Sara foram para a universidade, onde foi bem recebida por toda a gente.

Assim decorreu o dia.

Quando chegaram a casa, foram fazer os seus afazeres.

Eram 20h:00m quando foram chamados para jantar.

Durante o jantar, contaram aos amigos como tinha sido o seu primeiro dia.

Os irmãos Boyer ficaram contentes por saberem que os amigos se tinham integrado tão bem.

Um dia, Charlotte pergunta a André se sente alguma coisa por Sara e este responde que sim.

A estudante de direito fica feliz por saber que o seu amigo encontrou alguém que goste dele, tal como ele merece, apesar de André lhe ter contar tudo sobre a sua amada.

Charlotte fica chocada por saber de quem Sara é filha, mas diz ao professor que o apoiará em tudo que precisar.

O advogado agradece o carinho de Charlotte.

Numa noite de outubro, quase um mês depois da chegada de Sara e Fred, em que o vento soprava com bastante intensidade.

Sara e Sol conversavam, no quarto de Sara, enquanto André e Fred conversavam na sala de estar.

-Sara, em que estavas a pensar? – pergunta Sol.

-Estava a pensar no teu irmão. – responde Sara.

-Então porque não lhe dizes que gostas dele? – interroga Sol.

-Não sei… Deve ser porque tenho medo que o meu pai descubra e mande matá-lo, tal como fez com o pai do meu filho. -Sabes Sol, quando o meu marido morreu, eu fiquei muito abalada e com indícios de uma depressão, mas quando descobri que estava grávida ganhei novo ânimo, porque sabia que o nosso amor não tinha morrido. – Para ficar com o pai do meu filho tive de passar por muita coisa e até fugir de casa com ajuda do Ciro e Agnes. – conta Sara os seus receios e como ficou com António.

-Eu compreendo, mas podes te deixar levar por esse medo, senão vai ser pior, porque não consegues ser feliz e além disso o teu pai pensa que ainda estás no Brasil. – encoraja Sol.

-Obrigada pela força! -Mas como é que eu faço para dizer o que sinto por ele? – interroga Sara.

-Porque não fazes um jantar romântico com tudo o que o meu irmão gosta? – idealiza Sol.

-Mas eu não sei quais são os pratos preferidos do eu irmão. – diz Sara desorientada.

-Não te preocupes que o Christopher trata disso tudo. -Tu só tens que te pôr deslumbrante e “abrires” o teu coração. – soluciona Sol.

-Obrigada amiga! -Posso fazer-te uma pergunta? – interroga Sara.

-Claro! -Diz lá o que queres saber. – responde Sol.

-Quando é o aniversário do teu irmão? – interroga Sara.

-Ele faz anos 19 de outubro. – Porquê? -Não me digas que estás a pensar em fazer o jantar nesse dia? – pergunta Sol surpreendida com a coragem de Sara.

-Sim estou! -Eu quero que o teu irmão saiba o quanto o amo do fundo do meu coração. – reafirma  Sara a sua vontade de se declarar.

De repente, alguém bate à porta e Sara diz que pode entrar. Antes de abrir, Sara pede à amiga para que não conte nada e esta diz-lhe para estar descansada.

Sol abre a porta e Fred corre de imediato para o colo da mãe, mostrando o que André lhe oferecera.

Sara fica abismada com a forma como André trata o seu filho.

-Então do que falavam? – pergunta Fred curioso.

-Nada de especial filho. – responde Sara acariciando-lhe o rosto.

-Não sei se acredito! – diz Fred esfregando o nariz.

-Sabes André, as mulheres têm um ponto fraco! – afirma Fred na tentativa de descobrir do que elas falavam.

-Então diz lá, senhor sabichão? – pergunta André em tom de brincadeira.

-É que quando nós batemos à porta e elas demora abrir é porque escondem algo e quando lhe perguntamos do que falavam, elas ficam nervosas e inventam uma desculpa esfarrapada! – explica Fred deixando todos de boquiabertos.

Aquela afirmação havia deixado André e Sara um pouco corados.

Depois daquele momento de descontracção, Sol e Fred decidem deixar os pombinhos sozinhos.

Sara pede desculpa André pelo que Fred dissera e este diz que não faz mal dando um grande sorriso a Sara.

Quando se apercebem, os dois já estão tão próximos um do outro que acabam por se beijarem.

Foi um beijo carregado de amor, desejo e paixão.

Depois daquele longo beijo, André pergunta a Sara se aceita ser sua namorada, declarando o seu amor e Sara responde que sim declarando também o seu amor.

Para celebrar, selam com um beijo que deixa as suas respirações ofegantes.

Depois daquele momento romântico, André retira-se para o seu quarto, mas antes disso beija Sara.

Chega o dia 19 de outubro.

É o aniversário de André e como seria de esperar todos lhe dera os parabéns, mas o que André não sabe é a surpresa que Sara está a preparar!

Nesse dia Sara pede a Christopher que prepara-se tudo o que André gosta para ambos. O mordomo acata a ordem de Sara.

Sara pede a Sol que jante mais cedo, esta diz que vai dormir em casa de Pierre e que no dia seguinte irá buscar Fred à casa do amigo, já Fred havia obtido autorização para dormir lá.

Sol acata o pedido da amiga.

O dia decorre conforme o planeado exceptuando algumas coisas.

Ao final do dia, Sara deixa Fred em casa do amigo tal como havia sido combinado e chega a casa para se preparar.

Sara desce e já pronta para a grande noite que se avizinhava, certificou-se de que tudo está perfeito, com ajuda de Christopher.

Quando André chega e vê que a casa está um pouco diferente do normal e apercebe-se de que algo se passa.

Vai ao escritório pousar as coisas e ao dirigir-se para a sala de jantar, fica maravilhado com a mesa, mas mais principalmente ao ver Sara tão bonita!

Sara envergava um vestido salmão de alças comprido, cabelo solto e um conjunto de jóias.

O advogado fica sem reacção ao ver a sua amada tão bela aproxima-se.

-E…estás deslumbrante! – gagueja André.

-Obrigada! Isto tudo é para ti. – menciona Sara agradecendo.

-Porquê isto tudo? – questiona André.

-Ora seu bobo, hoje é o teu aniversário! – relembra Sara.

-Obrigada, mas não precisavas de estar com tanto trabalho! – agradece André não se importando lá muito com a data.

-Não tens que agradecer! -Mas prepara-te, porque vais ter muitas surpresas! – acrescenta Sara.

-A Sol e o nosso filho? – pergunta André.

-A tua irmã está com o Pierre e o Fred foi dormir a casa de um amigo. – responde Sara.

-Então quer dizer que isto é um jantar romântico! – conclui André.

-Sim! É um jantar para “abrirmos” os nossos corações. – explica Sara a ideia, abraçando e beijando André.

-Gosto da ideia da dizer o quanto te amo! – afirma André.

Tal como Sara havia planeado, o jantar correu lindamente.

Quando terminaram, foram para a sala de estar, onde André encontrou um belo embrulho.

-Que é isto Sara? – interroga o professor.

-É a tua prenda de anos! – responde Sara.

-Não precisavas de ter gasto dinheiro comigo, mas obrigada à mesma. – agradece André emocionado.

-Tudo o que está aqui é para ti, para que nunca te esqueças que tens alguém que te ama. – declara-se Sara.

-Eu também te amo desde o primeiro dia que te vi! – declara André, abraçando-a.

-Abre e vê se gostas! – pede Sara.

Assim que abre o presente, André fica deslumbado e emocionado.

Sara repara que os olhos do amado estão mais brilhantes do que há bucado!

-Porque choras meu amor? – pergunta Sara, limpando as lágrimas.

-Sabes meu amor, esta foto tem muito significado. – explica André.

-Eu calculei pela tua expressão. – conclui Sara.

-Como descobriste esta foto? – pergunta o professor.

-Isso agora não interessa. – desconversa Sara.

Depois daquele momento de recordações e de emoções, os dois sentam-se e conversam e de repente André beija longamente Sara, deixando-a sem palavras.

Ambos deixam-se levar pelo desejo que os une.

Cuidadosamente André pega Sara ao colo e leva-la para o seu quarto.

É no leito de André que os se entregam a tudo o que os une.

Nessa noite, todo o amor que estava “preso”, “solta-se” em todos os gestos significativos.

No dia seguinte, André é o primeiro acordar e acaricia Sara.

Sara acorda em seguida, trocam olhares de cumplicidade e beijam-se longamente.

Quando Sol e Fred chegaram a casa, já Sara e André os esperavam.

Todos se sentaram na sala de jantar.

Os dois apaixonados contaram tudo aos familiares que ficaram felizes.

-Mãe vais dar-me um irmão? – pergunta Fred curioso.

-Ainda é cedo filho. – responde André com um gesto de carinho.

-Está bem, eu espero! – responde Fred abraçando André.

As duas amigas ficam enternecidas com aquele gesto.

Já se passaram dois anos, desde aquele dia e muita coisa mudou, como por exemplo, aceitação de André em relação ao namoro da irmã, o seu casamento com Sara e o nascimento dos gémeos.

Estamos em dezembro, todos estão em férias e já se ultimavam os preparativos para o Natal.

Este ano, o Natal vai ser diferente em todos os aspectos, mas principalmente, porque o casal iam ter a companhia de Sol e Pierre que entretanto casaram, de Ciro e restante família.

André e Sara preparam os presentes para oferecer um ao outro e às crianças.

Estavam todos felizes, não só com o convívio, mas também porque os mais novos faziam as delicias.

Depois das festas, as coisas voltaram ao seu ritmo normal, mas sempre em armonia.

Depressa essa armonia vai acabar!

Estamos em março, mais precisamente no dia 21!

Como de costume, Christopher foi buscar o correio e entrega a André, que por sua vez descobre uma carta vinda do Brasil e entrega-a a Sara.

Sara abre a carta e fica em choque ao descobrir de quem é a carta.

-Eu não acredita! – soluça Sara nervosa.

-Que se passa? – pergunta André abraçando Sara.

Passados alguns minutos após o choque e já mais calma, Sara consegue falar.

-O meu pai descobriu onde nós estamos. Lembraste de eu ter-te dito de que tinha a sensação de que estávamos a ser seguidos? Agora eu tenho a certeza absoluta! – explica Sara o motivo de estar assim e questiona o marido.

-Tem calma, eu não vou deixar que o teu pai nos separe! Foi uma promessa, lembraste? – relembra o professor, reafirmando o desejo de ficar junto de Sara e da restante família.

-Eu sei, mas eu tenho medo, que ele faça alguma coisa! – soluça Sara abraçada a André.

-Não tenhas! Como podes dizer isso se tu ainda não leste o resto da carta? – questiona André, tentando acalmar Sara.

-Diz que está em Paris e que se eu não me afastar de ti e do resto ele mata todos os que nos rodeiam. – explica Sara em grande sofrimento empragnado na voz.

-Não te preocupes que nunca irá acontecer nada. – André em tom de raiva empragnado na voz.

-Como é que tu queres que eu não me preocupe se ele está cá? – interroga Sara angustiada.

-Tem calma e dá-me a carta que eu vou falar com o agente Javier. – informa André do que pretende fazer.

-Está bem! – responde Sara mais tranquila.

Os restantes elementos da família apercebem-se do que se está a passar e apoiam o casal em que precisarem.

Nesse dia e como era altura de férias da Páscoa todos decidiram ficar em casa, exceptuando André, que decide ir à policia, visto que na altura que estavam a ser seguidos, o casal apresentara queixa na policia.

Antes de ir à polícia, André decide pedir ajuda a Charlote e a Fabre e explica-lhes o que se passa e estes aceitam acompanhá-lo até à esquadra.

Quando André e os amigos chegam à esquadra, o agente Javier, o mesmo que resitrara a queixa, perguntou qual o motivo da visita e André explica o que se sucedeu.

O agente toma nota e recomenda que assim que surguir mais alguma coisa para avisarem as autoridades e diz que vai instalar um sistema no telefone principal da casa, mas que dá para os restantes, em que dá para detectar donde vem a chamada.

Fabre oferece-se para perceber se realmente Ávila está mesmo em Paris e Charlote oferece-se para ser advogada da família.

André vai para casa e conta à família como correu a conversa acrescentando que o casal Fabre os vai ajudar e diz quais os procedimentos a ter em conta.

Sara ouve com atenção, mas não acredita que esses procedimentos surtam efeito.

Depois de conversarem com a família, Sara e André vão conversar para o quarto:

-Algo me diz que não ficaste lá muito convencida. Estou certo ou não? – interroga André na tentativa de perceber o que se passa com Sara.

-Não, não estás de todo enganado, meu amor. – confessa Sara os seus receios.

-Então porquê? – interroga os professor sem saber como tranquilizar Sara.

-Porque eu tenho a certeza de que o meu pai não vai sossegar enquanto não cumprir com as suas ameaças. – responde Sara agoniada.

-Sara, será que tua ainda não percebeste qual é a ideia do teu pai? – interroga o advogado, tentando fazer com que Sara entenda o que ele lhe quer dizer.

-Então diz lá qual é a ideia dele senhor sabichão. – responde Sara achando que André não entende as suas preocupações.

-A ideia do teu pai é fazer com que fiques cada vez mais perturbada com as suas atitudes ao ponto de enlouqueceres, para que ele possa indrominar-te. Tu não podes deixar-te afectar pelo que ele faz! Percebeste? – explica as intensões de Ávila.

-Meu Deus, nunca pensei que o meu pai desce-se tão baixo, não olhando a meios para atingir os seus fins. – conclui Sara chocada.

A professora abraça-se a André, pedindo desculpa por não ter percebido logo à primeira que tipo de homem é o seu pai, o amado diz que não tem importância e que compreende tudo o que lhe vai na alma.

Passados alguns dias, Sara recebe um telefonema bastante intrigante, mas depressa descobre quem está do outro lado da linha é o seu pior inimigo, o seu pai.

Sara desliga de imediato o telefone em estado de choque.

Por sorte André chega a casa, depois do passeio que deu com as crianças e apercebe-se de que Sara não está bem e aproxima-se da esposa e esta diz-lhe que Ávila ligou e voltou a fazer as mesmas ameaças.

André consola amada e diz-lhe que tudo fará para proteger a família.

Depois desses dias agitados, a harmonia apesar de sombria tinha voltado.

A família de Sara decide ir ter com ela e os seus a Paris.

Os Boyer e restante família ficam felizes por terem os entes queridos com eles, estes chegaram no momento certo, devido aos últimos acontecimentos.

Ávila encontra-se em Kouen, que fica cerca de uma hora de Paris à espera de atacar, mas como os seus planos não estavam a surtir efeito e para piorar a sua situação, o pai de Sara e de Ciro descobre que a família está reunida e em força.

É o último dia de aulas do ano lectivo.

Depois de desejar boas férias à escola toda à saída, Fred é raptado por um dos capangas do Ávila.

Enquanto isso, Ávila vai à creche dos gémeos e diz que a filha o deixou ir buscá-los e a directora deixa-os ir com ele.

Passado hora e meia, Sara recebe um telefonema:

-Quem fala? – pergunta Sara um pouco receosa.

-Olá filha, há quanto tempo! – responde Ávila.

-O que é que você quer? Como já deve ter percebido eu não me vou separar do André! – reafirma Sara.

-Tens a certeza? Se fosse a ti tinha cuidado na maneira como falas comigo! Eu tenho algo que te pode interessar! – pergunta Ávila tentando impor-se.

-Nada do que possa dizer me vai fazer mudar de ideias! – diz Sara com bastante firmeza na voz.

Ávila passa o auscultador a Fred e á aí que Sara se apercebe de que o pai tem os seus três filhos.

-O…olá mãe, eu e os manos estamos bem, mas por favor tirem-nos daqui. – implora Fred sob o olhar atento de Ávila.

-Não se preocupem que tudo vai ficar bem. – encoraja Sara emocionada.

-Já chega de choraminguice! – diz Ávila arrancando o telefone das mãos de Fred.

-Sara já percebeste o que eu quero, ou queres te explique? – questiona Ávila em tom de soberania.

-Eu vou até aí sozinha na condição de libertares os meus filhos! Pode ser? – pergunta a professora colocando-se no lugar dos filhos.

-Vês como tu és uma pessoa inteligente! – reafirma Ávila, rindo-se maleficamente.

-Onde fica a tua casa? – pergunta Sara, pegando num papel e numa pena, mas já  farta dos métodos mais sórdidos de Ávila para conseguir o que quer.

Ávila dá a direcção da sua casa.

André ouve tudo e pede amada que não vá, incluindo restante família que tinha acabado de chegar e de ouvir tudo, mas Sara mostra-se irredutível em relação à sua decisão e pede para avisar a polícia para que nos agentes para que se coloquem a uma distância para que as crianças saiam sem mazelas.

André aceita, mas pede para que tenha cuidado e diz que vai com ela aceita.

Em seguida, o professor liga à polícia e conta aos agentes o que se passou e o que pretende fazer e estes aceitam. 

Depois de tratar de tudo com a polícia e com o casal Fabre, os Boyer dirigem-se para a casa do Ávila.

Quando chegam ao destino, André fica uns metros abaixo e Sara fica em frente à casa.

Ao ver a filha, Ávila manda o mordomo abrir a porta.

Sara entra na mansão.

A mansão, por fora é revestida em pedra e por dentro tem um grande hall de entrada, de onde se podia vislumbrar três lanços de escadas. Do lado direito tem uma porta que dá acesso à sala de jantar e do lado esquerdo fica a sala de estar, onde o patriarca da família se encontrava com as crianças.

Sara é encaminhada até junto deles.

-Senhor, aqui está a sua filha! – informa o mordomo.

-Obrigada! – agradece Ávila.

Ao entrar Sara fica estupefacta ao ver os filhos amarrados e com uma arma apontada à cabeça.

-Como vês eu cumpri com a minha parte, agora é a tua vez, liberta-os! – relembra o trato que fez com Ávila, com raiva empragnado na voz.

-Tens razão filhota, mas tens a certeza quer queres deixar tudo para trás, incluindo a tua família? – questiona Ávila em forma de tortura.

-Tenho… tenho a certeza. – responde Sara com lágrimas nos olhos.

Nisto Sara apercebe-se de que um simples nó da corda desata as três crianças ao mesmo tempo.

-Eu sei que vai ser doloroso, mas com o tempo habituas-te. – consola Ávila a filha, sem se aperceber de que esta tem um plano agendrado para fugir com os filhos.

-Pai tens fotos do sítio para onde vamos? – pergunta Sara, pondo o seu plano em marcha.

-Sim tenho. Eu vou buscá-las ao meu quarto que fica do lado direito, na 1ª porta ao fundo. – diz Ávila enquanto sai.

Sara espreita pela entreaberta da porta e apercebe-se de que o pai atingiu o final do sendo lance de escadas do lado direito e é aí que ela desata os filhos e com muito cuidado conseguem escapar.

Ao chegar cá fora, Sara diz á polícia onde o pai se encontra e estes avançam.

Ávila desce e vai à sala e apercebe-se de que a filha o enganou.

Tenta fugir, mas sem sucesso.

Entretanto Sara e Fred são interrogados na esquadra. Uma hora depois Ávila cruza-se com Sara e restante família nos corredores e acusa a filha de traição.

Depois de vários meses de julgamento, Ávila é internado numa clínica psiquiátrica nos Brasil visto que não havia comprido com a ordem de saída do país.

Sara e o filho conseguem a nacionalidade francesa ao fim de quase 3 anos a viverem em França.

Dia 15 de junho,

É o dia do 2º aniversário dos gémeos e todos estão reunidos.

Nesse dia, Sara e André fazem juras de amor e esta diz que foi convidada e aceita o convite para o cargo da direção do curso. Todos ficam felizes.

Todos continuaram com as suas vidas e viveram felizes para sempre.
 
 
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